quinta-feira, 20 de março de 2008

vazio

Não sei o motivo, mas escrevo. assim como não sei o por quê de muitas coisas e acabo as aceitando. Não sei nem mesmo se alguém vai ler, se alguém verá sentido. Simplesmente o faço. Sem me importar com a construção poética ou com a gramática vou desenvolvendo um pensamento que na realidade é o “não pensamento”, sem questionar vou escrevendo torcendo para que alguém entenda este tão recheado vazio, este momento de entrega, este pedido de socorro silencioso em um canto da grande rede. O mais silencioso dos gritos ecoando em meio ao vácuo, do vazio que é elemento central deste “não texto”. Não imaginava a falta de assunto como um tema tão difícil de descrever, creio que digitar três pontos (...) ou mesmo dois parênteses (( )) representariam a mesma coisa, resumiriam este texto. Mas resolvi escrever.å

Um comentário:

Marceno Braga disse...

Ae Doglão, os textos estão melhores a cada texto... continue, pra você, mesmo que ache que ninguém esteja lendo.
Abrassss.