sábado, 20 de setembro de 2008

no sense

Perdendo totalmente o sentido de sua existência encontramos o peixe voando. Sinceramente estava mais para um queda do que para um vôo, mas ali estava ele em meio aquele monte de ar e descendo. Até alguns segundos ele estava no aconchego de seu lar, quando de repente um ser estranho o abocanhou subiu até o limite de seu universo e ingressou em um monte de ar. E subiu, subiu muito. Ele bravamente lutava para se livrar de seu agressor, não entendia o que estava acontecendo. No passado aparentemente ele viu algo parecido; parece que um de seus irmãos, ou primos... Não se lembrava bem. Maldita memória! Mas foi um fato assim que o fez temer os peixes maiores. Mas aquilo era inusitado, sem sentido. Um ser desconhecido o abocanhou e levou além de todos os limites do seu curto conhecimento. Assim, sem sentido, foi o momento que este ser o soltou. Exatamente quando ele tinha perdido a esperança e deixado de lutar. sua mente estava muito confusa, não sabia o que aconteceria se o ser o soltasse, conseguiria nadar?
Mas agora estava solto. Estava nadando no ar, mas para baixo. Uma força inexplicável o arrastava. Se ele soubesse o que era a lei da gravidade ele pensaria que estava sofrendo uma pena gravíssima baseada nesta lei, mas ele não sabia o que era gravidade e então pensou em outra coisa.
Pensou que era muito boa a sensação. Pensou que era o melhor momento de sua vida. Respirava mal, mas era incrivel esta coisa de nadar para baixo. Um imensidão azul se aproximava, os reflexos luminosos eram belos. E então ele chegou.

Um comentário:

Fábio disse...

Muito boa reflexão! gostei de verdade,normalmente não paramos pra pensar na nossa existência.